O Projeto de Lei 4561/24, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, visa a obrigatoriedade de que receitas médicas sejam redigidas em linguagem simples e compreensível aos pacientes. A iniciativa, proposta pelo deputado Gilvan Maximo (Republicanos-DF), surge como uma resposta à necessidade de facilitar a comunicação entre médicos e pacientes, garantindo que as orientações sobre o uso de medicamentos sejam acessíveis e claras.
De acordo com pesquisas e recomendações no âmbito da saúde, o uso de linguagem simplificada tem demonstrado resultados positivos na adesão dos pacientes a tratamentos médicos. “Com isso, busca-se assegurar que a descrição da forma de uso dos medicamentos esteja redigida de modo a minimizar a possibilidade de erros de interpretação por parte dos pacientes”, declarou o parlamentar. Este reconhecimento do papel essencial da comunicação clara na medicina ressalta a necessidade de um entendimento adequado por parte dos pacientes, que muitas vezes carecem de formação técnica para interpretar prescrições complexas.
O Projeto de Lei 4561/24 deverá passar pela análise de várias comissões, incluindo a de Defesa do Consumidor, Saúde, e Constituição e Justiça e de Cidadania antes de sua possível aprovação nas duas casas legislativas, Câmara e Senado. Essa tramitação evidencia a importância do debate e da avaliação cuidadosa de propostas que impactam diretamente na vida dos cidadãos.
“A saúde é um direito fundamental e a clareza nas orientações médicas é um passo crucial para assegurar que todos tenham acesso a um tratamento adequado”, afirmou a jurista Ana Clara.
Esta proposta não apenas promove um avanço na prática médica, como também reafirma os princípios constitucionais estabelecidos no Artigo 196 da Constituição Federal, que garante que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Com isso, espera-se um reflexo positivo nas relações médicas e uma redução em erros que podem colocar em risco a saúde dos pacientes, além de garantir o direito à informação de forma acessível.
Por fim, os impactos esperados dessa medida vão além da simples adequação de linguagem; ela pode criar uma mudança cultural na prática médica, permitindo que pacientes sejam mais protagonistas em suas jornadas de saúde. O sucesso desse projeto depende da capacidade de adaptar práticas existentes para melhorar a qualidade do atendimento e fomentar um sistema de saúde mais inclusivo e eficiente.
